Segundo Dia de Desfile das Escolas do Grupo Especial
14/02/2018 09h00 - Michel Fernandes, Vanessa Pedra

 

Após enfrentar muitas dificuldades no período do pré-carnaval, as escolas do grupo especial apresentaram diferentes soluções na primeira noite de desfiles. 

Confira os detalhes da segunda noite de desfiles das escolas do grupo especial. 

UNIDOS DA TIJUCA

Ainda abalada pela tragédia de 2017, a Unidos da Tijuca abriu a noite de desfiles levando para a avenida um enredo homenageando o ator e diretor Miguel Falabella.

Com alegorias simples, a escola não repetiu o belo visual de carnavais anteriores, mas apresentou carros com boa leitura de enredo e bom acabamento. O ponto alto do desfile foi a imbatível bateria de mestre Casagrande.

O samba, que sofreu críticas no período do pré-carnaval rendeu bem na voz do grande Tinga. O conjunto de fantasias seguiu a linha simples das alegorias, mas também permitindo fácil leitura de enredo.

Um desfile correto, mas sem a possibilidade de sonhar com o Sábado das campeãs. 

PORTELA

A segunda escola pisar na avenida foi a Portela. Depois do campeonato em 2017, Oswaldo Cruz e Madureira cruzaram a pista em buca do bicampeonato.

Rosa Magalhães deu aula de enredo, como de costume, e levou para a avenida o curioso tema de imigrante que fundaram Nova Iorque. Que comunidade!

A velha gurada dizendo no pé da concentração foi a imagem do ano. Destaque também para o primoroso conjunto de fantasias, com soluções simples, e fácil leitura de enredo. As alegorias não acompanhavam o primor, apresentando alguns pequenos problemas de acabamento.

ILHA

A união da Ilha do Governador foi a terceira escola a desfilar no segundo dia do grupo especial. A escola levou para a avenida o enredo "Brasil bom de boca".

Severo Luzardo transformou um tema insosso, num verdadeiro banquete. Mestre Ciça brincou à frente da baterilha com bossas de tirar o fôlego.

Fantasias de fácil leitura e excelente acabamento. Alegorias gigantes, bem desenvolvidas, com o habitual colorido da Ilha, e bem divertidas. 

SALGUEIRO

A vermelha e branca da Silva Telles foi a quarta escola a entrar na avenida. O Salgueiro desfilou a africanidade do jeito que sabe e gosta. Muitos acertos de Alex de Souza, que já renovou contrato coma agremiação.

Alegorias imponenentes, sofisticadas, com falha de acabamento apenas no abre-alas. O canto bem forte foi um dos destaques positivos. O figurino do primeiro casal era de alto requinte.

A rainha do tereiro tem tudo para brigar no alto da tabela. A décima estrela é um sonho próximo. 

IMPERATRIZ

A verde e branca de Ramos foi a penúltima escola a desfilar na última noite de folia. Alegoria muito bem desenvolvidas contavam o enredo sem qualquer dificuldade.

O destaque positivo foi a bateria de mestre Lolo e apromessa de 40 pontos pelo terceiro ano consecutivo. Que swing, Leopoldina! Outro ponto de destaque da escola foi a comissão de frente, e seu figurino requintado.

BEIJA-FLOR

A crítica é necessária e pertinente, mas com falha conceitual. É no mínimo equivocado, quando uma ala que fala de importos, menciona FGTS, PIS e INSS que são direitos trabalhistas. Impostos e direitos são conceitos essencialmente distintos!

Um enredo concebido para denunciar o que açoita o povo brasileiro, teve narrativa confusa com sérias falhas de execução.

Isso não diminui o grande carnaval realizado pela Beija-flor, mas lembrando que a festa é obra áudio-visual, a plástica cometeu erros. História bem construída no papel, mas contada na avenida de forma desconexa. O samba, no entanto, rendeu tudo o que era esperado.

O que funcionou perfeitamente, e como de costume, foi o chão da escola, que já na concentração cantava a plenos pulmões, e no espaço onde ainda não conta ponto, evoluía como se estivesse em frente a cabine de jurados. O chão de Nilópoli é mágico! Emocionante!

Ao fim do desfile, a mensagem impactante seduziu populares, que adentraram à pista, e cantaram o samba à capela, o apoio moral e inesperado a uma denúncia necessária, mas realizada com algumas falhas. A Beija-flor tem condições de levar o título, ainda assim precisa repensar conceitos.

                                                   

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Confira as entrevistas em áudio gravadas na concentração, poucos minutos antes do início do desfile

Presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães

Mestre de bateria da Portela, Nillo Sérgio

Coreógrafo da Comissão de frente da Portela

Esquenta e Samba oficial Portela 2018

Mestre de Bateria da União da Ilha, Ciça

Rainha da União da Ilha do Governador, Gracyane Barbosa

Coreógrafo da comissão de frente da União da Ilha do Governador, Márcio Moura

Samba Oficial União da Ilha do Governador 2018

Compositor do Salgueiro, Dudu Botelho

Mestre de bateria do Salgueiro, Marcão

Priemeira Porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves

Samba Oficial Acadêmicos do Salgueiro 2018 12-02-18

Primeira Porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, Rafaela Theodoro

Coreógrafa da Comissão de frente da Imperatriz Leopoldinense, Cláudia Motta

Samba Oficial da Imperatriz Leopoldinense 2018

Rainha da Beija-flor de Nilópolis, Raíssa Oliveira

Mestre de bateria da Beija-flor, Rodney

Samba oficial da Beija-flor de Nilópolis

              
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FLAGRAS DA CONCENTRAÇÃO

Esquenta de bateria da Portela

Esquenta de bateria do Salgueiro

Orientações da Coreógrafa da Comissão de frente da Imperatriz

Oração da Comissão de frente da Imperatriz

Esquenta de bateria da Imperatriz

Esquenta da bateria da Beija-flor

GALERIA DE FOTOS:

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