Ouça os Sambas Concorrentes da Mocidade Independente Para 2020
24/07/2019 20h15 - Redação Publicando News


Foto: Divulgação | Pedro Loureiro

A Mocidade Independente de Padre Miguel inscreve no próximo Sábado (27), seus sambas concorrentes para o carnaval 2020. Os compositores devem fazer a entrega na quadra da avenida Brasil, nº 31.146, das 14h às 20h.

A primeira apresentação das obras, já em caráter eliminatório, será no dia 4 de Agosto, na quadra histórica, na rua conronel tamarindo, nº 38-Padre Miguel, a partir das 16 horas..

O hino oficial será escolhido no dia 14 de Setembro, na quadra da avenida Brasil, nº 31.146.

Ouça os sambas concorrentes:

Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Marquinho Índio, Ricardo Simpatia, Jonas Marques, Richard Valença, Orlando Ambrosio e Cabeça do Ajax


Preta Sim!
Porque a dor da favela é a cor da mazela que há em mim
Fiz de sua bandeira a mais verdadeira luta
Onde o que se cala, até hoje é senzala, meu lugar de fala e fim
Medo não
Assina a coragem em teu sobrenome
Menina magrela manchou a aquarela do homem
Na imagem que choca, o talento provoca e evoca o Planeta Fome

Canta, mulher
A rouca liberdade
Moça, mulher!
Poder e igualdade
Ergue essa voz por todos nós
Haja o que houver
(Canta Mulher)

Iê minha nega é feitiço, catiço de vela
É reza na missa, Exu Sentinela
Tambor que atiça a revolução
Se a vida por pernas tortas
Reabre as portas na estrela guia
É força estranha, o grave que arranha a hipocrisia
Na carne um corte profundo, espelho pra Vila Vintém
Até o fim do mundo
Ninguém solta a mão de ninguém

Deusa Resistência
Negra Entidade
Dom que Fundamenta a Brasilidade
Por Todo Canto que "Soares", Elza
Salve a Mocidade,
Minha Mocidade!
(É Preta)

Paulinho Ferreira, Henrique Costa, Fábio Fonseca, Augusto Brito, Wellington Amaro, Felipe Borges, Fabinho Detran e Jailson


Deixa a menina
De Padre Miguel cantar
O destino cumprir seu papel
E nos emocionar
Deus seja louvado!
Sem capital
Pecado é não ter o que comer
Se o laico é velado, a fé vai proteger
Arrastando humilde traje com bravura
E coragem sob olhar do homem vil
Igualdade tão sonhada que perdura
Excluída na moldura do Brasil
Pintou melanina em aquarela
Cantou por milhões que vivem a lutar

Da fome a fama, seu nome é agora
Caloura na lama, reluzente aurora
Atitude na voz, talento raro
Intolerante e algoz erraram

Viu no arco-íris, liberdade
A resistência, toda forma de amor
Vestiu a armadura de São Jorge
Santo guerreiro, cavaleiro protetor
Oyá trouxe no vento a esperança
E fez brotar numa mulher
Não mais criança
Já calejada na vida
Sentiu na carne o preço de viver
Fez de um Mané seu bem querer
Da Vila Vintém ao fim do mundo
Independente nascida pra vencer

Minha diva e meu amor
Brilham pra eternidade
A deusa negra e a estrela do Castor
Salve Elza! Salve a Mocidade!

 

Paulinho Mocidade, Marcos Antunes e Fernando de Lima


Ó deusa da raça? Eu sou seu fiel
A estrela mais linda de Padre Miguel
Divina, pra sempre, serás imortal
Tem black power no meu carnaval

Nasce pra brilhar
Ser superstar, essa menina
Nos abençoar
Com o seu cantar, a sua sina
De que planeta você veio? Diz Ary
Do planeta fome pra chegar aqui
Elza és da raça negra porta-voz
Sua resistência é pra nós
Uma lição de vida a cada dia
Aplaudam de pé a Deusa Mulher
Lutou e venceu
Com as bênçãos de Deus
Seu sonho aconteceu

Lata d?água na cabeça
Fada que virou canção
A voz rouca com swing
Sincopou meu coração

Arrepia bateria
Nossa estrela vai passar
Bailarina equilibrista
Diz que o show de todo artista
Sempre vai continuar
Dura na queda, voltou mais forte
Ela amou e foi amada
Olha a Elza aí
Linda?
Nega, passa fazendo pirraça
Livre sem corrente e sem mordaça
Mulher do fim do mundo nos conduz
Tu és um ser de luz

Paulo César Feital, Domenil Santos, Denílson do Rozario, Léo Peres, Marcelo Casa Nossa, Alex Saraiça, Carlinhos da Chacará e Thiago Castro

Cantar, cantar é minha vida
Eu vou cantar enquanto houver eternidade
Estrela de moça bonita
A cintilar por sobre o céu da Mocidade

Senhor, eu venho do planeta fome
Uma negra brasileira de estirpe altaneira
Não devo nada a ninguém
Sou Elza
Da resistência sou herdeira
Na opressão fui combatente
Já nasci independente
Perto de Vila Vintém
As Elzas são Zuzu Angel também
Perdemos nossos filhos pra maldade
Minha arma é minha voz
Eu canto a dor de um país
Sou contra qualquer algoz dessa raiz
Eu peço pras mulheres tolerância e igualdade
Clamem pela liberdade

Ó Senhora do destino luz da minha Santa Sé
Madre olhai nossos meninos
Pois pra mim Deus é mulher
Ó mãe salve a carne preta que das cinzas ressurgiu
Protegei da violência as mulheres do Brasil

Tornei-me enfim, diva da nobreza
Pro meu olhar "caetanear" delicadezas
De New Orleans
Um trompete gritava por meu nome
A minha gratidão por esse homem
Que veio como eu do mesmo gueto
Propondo um dueto entre o samba e o jazz
Samba...
Nos pés a "alegria do meu povo"
E a Padre Miguel peço de novo, luz e Paz..

 

Sandra de Sá, Dr. Márcio Solano Santos, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Prof. Laranjo, Telmo Augusto e Igor Vianna

Lá vai, menina
Lata d?água na cabeça
Esqueça a dor
Que esse mundo é todo seu
Onde a "água santa" foi saliva
Pra curar toda ferida
Que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar
Se a vida é uma "aquarela"
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar

É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar
Da "lama" nasce o amor
Quebrar as "agulhas"
Que vestem a dor

Brasil
Esquece o mal que te consome
Que os filhos do Planeta Fome
Não percam a esperança
Em seu cantar
Ó nega!
"Sou eu que te falo em nome daquela"
Da batida mais quente
O som da favela?
A resistência em oração
"Se acaso você chegar"
Com a mensagem do bem
O mundo vai despertar
Deusa da Vila Vintém
És a estrela?
Meu povo esperou tanto pra revê-la

Laroyê e Mojubá? liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Canta Mocidade!
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia

Trivella, Peixoto, Juca Caruso e Tiãozinho da Mocidade

 


Só quem sofreu
O sonho não perdeu
Sem medo de lutar
Com fé em Deus
Das cinzas renasceu
Agora vai cantar

Elza, Elza?
Mulher do fim do mundo a guerrear
Elza, Elza?
A deusa numa estrela a nos guiar

Já comi o pão que o Diabo amassou
Pequei por amor
Nos braços do gênio indomável
Recomecei sem rancor
A vida me tornou Independente
Feito a minha Mocidade

ÔÔÔÔ?
No universo o meu canto ecoou
OÔÔÔ?
Pelo direito arco-íris de amor

Na Festa do Divino delirei
Ouvindo o Uirapuru me encantei
Vibrei na paradinha do mestre genial
Incendiando nosso carnaval
Griô, o samba, revela
Que a nossa luta não é em vão
Brilhando a carne negra
Sem a sarjeta, sem o porão
Na luz desta avenida
Minha escola vim curtir
Felicidade hoje eu quero dividir

No planeta, na favela
Rende a fome vai além
Vence o gongo em aquarela
Que o Ary fez muito bem
Água Santa, Salve ela
Não esquece de ninguém
"Moça Bonita"
Que vem da Vila Vintém

Na próxima folia, a Mocidade Independente levará para a avenida o enredo "Elza Deusa Soares", que teve a sinopse escrita pelo jornalista Fábio Fabato, e será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

*Atenção Compositor*

Envie áudio formato mp3 e letra do seu samba para: jornalismo@publicandonews.com.br

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